isso explica porque as duas operações anteriores fracassaram, eles veem muito.
- Merda, mas é pra isso que você e os outros gurus estão aqui! Matem-nos
- Em um momento, mas creio que pra cada um que matarmos eles mandarão mais dois. - Prabhu direcionou sua mão à sua frente e começou, o mesmo método que usara em Arius, podiam ser muitos, mas quantidade nunca foi qualidade.
- Daisy, os espiões espirituais, se esse for seu desejo, eu matarei todos, mas terei que abandonar seu corpo por alguns momentos para tal coisa, mas não teremos nossas almas separadas, apenas estaremos juntas em locais diferentes. - A voz de Samantha soou junto com a brisa do mar no ouvido de Daisy, que não se aguentava de tanta ansiedade para chegar ao campo de batalhar e estrear seus poderes de Abschteulich.
- Vá, é incrível poder ver espíritos com seu dom, ó Samantha, a senhora tem sido ótima para mim, essa minha vingança será tão divertida, talvez possa me aliviar momentaneamente da perda dele. – Daisy usava sua aerocinese para atacar enquanto conversava mentalmente. Ela deveria estar na mesma tropa que Cyrus por causa do seu tipo de cinese, mas foi recrutada para a Vermelha por causa do seu grande conhecimento científico, que na verdade, superava o inimigo, e poderia ajudar na orientação do ataque. Além disso, ela não faria diferença especial na já dizimada Tropa Cinza, pois não era uma boa TK, apenas uma boa mulher da ciência.
Samantha se foi dos limites do corpo da cientista, que agora podia ver espíritos dos mortos, e ver o plano astral. Não era capaz de ver intimamente os tipos de energia invisíveis aos olhos humanos, aura e manifestações astrais inconscientes da mente humana, mas podia ver as almas, e essa era a parte realmente útil para os objetivos que tinha.
E o que via eram várias pessoas reduzidas em tamanho devido à distância, quase todas uniformizadas como militares de Umi, flutuavam de um modo quase surreal, voavam e rodeavam sem se afastar do continente, alguns se encontravam sobre o mar, mas a não mais do que vinte metros da terra firme. Samantha se aproximava como uma bala, Atravessava as dezenas de ataques físicos que se chocavam, mas não poderiam tocá-la. Os vigilantes astrais surpreendidos a viram e prepararam alguns ataques astrais em conjunto, que em sua maioria eram chamas de cores incomuns e feixes de energia destrutiva. A escritora morta teve o corpo rodeado por uma espécie de aura extremamente brilhante, na verdade uma forma de energia para combater no mundo astral, essa aura fez com que ela atravessasse os ataques como se fossem um pouco de poeira, chegou aos vigilantes antes deles poderem fugir, tinha muitas décadas de treino a mais que eles, que tiveram suas almas dissipadas tão rapidamente que quase não tiveram tempo de se desesperarem. Daisy assistiu tudo com prazer.
- As presenças sumiram quase todas, acho que consegui matá-las, mas ainda há uma, essa parece muito poderosa. - Prabhu direcionou sua mão para onde Samantha estava e usou o seu método de destruição da mente e da alma, mas assim que começou sentiu a presença sumir. - Oras, foi mais fácil de matar do que imaginei. Homens, não há mais nenhum espião, estamos limpos. – E voltou a se concentrar nos ataques físicos.
- Voltei.
- Espera, você tava lá longe. Como chegou aqui tão rápido?
- Eu podia estar em Tsuchin agora, bastaria um pensamento e já chegaria até você está, estamos ligadas, lembra?
- O Prabhu te identificou?
- Não sei, mas pelo jeito ele não é tão poderoso para atacar almas fora de corpo, mas se ele matou Arius quando o mesmo estava no seu corpo, pelo menos quando um espírito está possuindo um corpo que não o pertence, ele deve ser totalmente eficaz, afinal, se matou Arius, mata qualquer um. Não sei se ele pode fazer isso comigo, já que não estou te possuindo, mas sim compartilhando nossas existências, mas realmente não gostaria de arriscar.
- Você consegue usar o dom da dor neles dessa distância?
- Ainda não, mas logo conseguirei, então eles cairão como peças de um dominó.
À medida que o navio se aproximava, os psyvamps tinham mais dificuldades em lutar, e mais baixas, a superioridade dos TKs ficava bem clara. Os vampiros começaram a recuar, sem parar os ataques, mas não ousaram fugir, pois tal ação resultaria no sucesso dos Uminianos em invadir o continente, e seria vista como traição, o que resultaria na pena capital para todos os dissidentes. Ou aquele exército era apenas um bode expiatório de Morten, ou os psyvamps eram muito mais fracos do que o esperado. Ainda assim, o navio se aproximava mais rapidamente do que recuo dos inimigos.
- Agora, Daisy, experimente o nosso poder, basta imaginar o que quer que eles sintam, será mais fácil se for uma dor que você já sentiu, mas você poderá multiplicá-la quantas vezes quiser, e a pôr em qualquer lugar do corpo deles.
- Tentarei. – A cientista parou com a aerocinese que usava imaginou todos aquelas pessoas que lutavam contra tendo suas mãos cortadas por um objeto metálico quente.Viu em sua mente uma nítida lembrança dos tempos de infância no bordel, viu-se com uma faca de cozinha e um isqueiro, acendia a chama sobre a faca para que ficasse em brasa, extremamente quente, e fazia vários cortes profundos na parte superior do braço, sentia a sua carne ser queimada e cortada ao mesmo tempo, como se fosse um bife na frigideira. Quase podia sentir aquela dor do passado, flutuou nos próprios pensamentos, quase esquecendo da realidade e da situação e que estava, saboreando a sensação cruel da faca incandescente perfurando seu braço esquerdo. Ela conhecia a dor melhor do que qualquer outro por ali.
Ferraço viu algo acontecer, grande parte dos inimigos cessaram por um momento de lançarem seus ataques, o que fez com que fossem atingidos em cheios pelo exército de Umi. Ia um a uma sendo esmagado, queimado, eletrocutado, caindo, e por algum motivo não reagiam, alguns caíam de joelhos, outros deitados, outros se esperneavam como loucos.
- Cortando meu braço, queimando, atravessando os pulsos, descendo pelo peito, abrindo o coração, rasgando o intestino, chamuscando as partes íntimas em brasa, pra depois dilacerar as coxas...
Não demorou muito para que o exército de psyvamps estivesse todo no chão.
- Nós vencemos! – O general ergueu sua mão em comemoração, pulando como um jovem que tira seu diploma, todos os outros seguiram o clima, e o barco de guerra se tornou por alguns instantes uma grande festa. Do qual Daisy não participava, distraída na dor que já não dividia com ninguém.
- Eles já morreram, acorda.
- Ah. – A cientista finalmente se voltou à realidade, se dando conta de que os psyvamps já estavam todos mortos.
- Espera. O que eu fiz?
- Bem, você lhes infligiu uma dor tão terrível que eles não conseguiram mais lutar, então o seu povo matou eles sem oferecer resistência. Aliás, me fale de sua infância.
- Você sabe tudo sobre mim, você faz parte da minha mente, então já sabe a resposta.
- Não faz mal, quero que comente.
- Bem, sou uma maldita vítima de abuso sexual, uma criança prostituída, uma menininha cheios de distúrbios que ouvia vozes, se mutilava e demorou muito tempo até conseguir se curar da própria loucura.
- É disso mesmo que quero falar. As vozes. Sabe? Eu quero saber o que você acredita que eram aquelas vozes.
- Bem, eu acho que era loucura, algo da minha cabeça, um distúrbio.
- Será? Acho que não, geralmente pessoas não escutam vozes, muitas podem até ser loucuras, mas não acho que alguém que tem meu sangue poderia ter um problema tão ridículo, não, você não ouvia vozes porque era loucura, era alguém que falava com você.
- Então era você? Era? – Nesse momento Daisy se enfureceu, qualquer um que a visse poderia perceber, mesmo que sua conversa fosse apenas dentro da própria mente.
- Não, sinceramente, se você não sabe, não sou eu que irei saber.
- Então você não pode descobrir?
- Não, posso imaginar que tipo de coisa fosse. O espírito de uma pessoa má, ou de alguém ligado a você, ou talvez um telepata, ou uma pessoa em projeção astral, podia ser Arius, por exemplo, podia ser um Tenshikyu, há muitas possibilidades.
- Mas você tem certeza de que não era nada da minha cabeça?
- Sim, e a criatura podia pedir pra você matar simplesmente por maldade, ou podia ter alguma outra intenção.
- Mas como minha mãe Leite conseguiu tirar aquela voz da minha cabeça com tratamento científico se o problema era espiritual? E como a coisa nunca voltou?
- Não sei, talvez Leite Carne fosse mais do que uma açougueira, bem, na verdade ela era, e eu sei disso porque eu a conheci.
- Como assim a conheceu? Você morreu muito antes dela nascer.
- Conheci o espírito dela, sabe, realmente não sou a única alma sem corpo nesse mundo, e apenas as pessoas mais evoluídas conseguem continuar vivas espiritualmente após a morte física. Eu sei a verdade sobre leite carne.
- Qual é?
- Conversei com ela no plano espiritual, estava vagando por Umi, ela me disse que era uma guru e vivia em uma cidade imunda e nojenta, trabalhando como açougueira, e que tinha o dom de ver espíritos. Explicou que escolheu o lugar mais maligno para morar porque é o lugar que mais necessita do bem, e que por isso, tentava lá fazer o bem, contou que dedicou alguns anos de sua vida a ajudar uma criança que precisava de uma ajuda especial. Uma criança louca, sofrida violenta que era sempre acompanhada por um espírito mau chamado Varg Drachen.
- Espera aí, essa sou eu? Varg não é o pai de Arius?
- Sim, é. Ela me contou que teve uma grande dificuldade para salvar a menina, pois o espírito era muito poderoso e não se desgarrava de jeito nenhum de seu hospedeiro, mas que quando convidou a garota para morar junto a ela, conseguiu criar métodos para lentamente enfraquecer o espírito, métodos espirituais e físicos que ela aplicava enquanto a garota acreditar estar passando por um tratamento psiquiátrico normal, métodos que incluíam substâncias especiais e descargas de energia feitas pela própria leite.
- Mas por que ela nunca me disse? E por que ela te contou tantos detalhes?
- Daisy, aquilo era assunto de meu interesse, tratamento psiquiátrico contra vítimas de espíritos, eu sou uma grande apreciadora das ciências e da espiritualidade, e tal assunto faz parte de ambas.
- Mas por que? Por que ela não me disse a verdade? Por que ela disse que eu era apenas vítima de uma doença mental? Por que?
- Foi porque ela sabia o que aconteceria se ela dissesse.
- O que aconteceria?
Logo eles já estavam em terra, Prabhu com ajuda dos outros gurus tratou de conferir se havia alguma presença próxima. Sem nenhuma possível testemunha inimiga, os soldados ativaram os mecanismos do navio e colocaram a escavadeira para fora da embarcação, soldados preencheram o veículo, incluindo Ferraço, Prabhu e Daisy, e os outros acompanhariam o seguir do túnel pelo lado de fora do veículo, haviam muitas estratégias a serem feitas, usadas e modificadas. A conversa entre Daisy e Samantha continuava mesmo durante a operação:
- Porque você já achava que era acompanhada por um espírito, você ouvia uma voz e a obedecia, a via como uma amiga, coisa que ela não era. Mesmo se ela te falasse que você está sendo acompanhada pelo espírito de Varg Drachen, um homem que só quer o mal de todos, inclusive de você, você ainda o ouviria, e continuaria fazendo as brutalidades que fazia, embora eu apóie a auto-mutilação, acho que uma criança praticando necrofilia com animais é algo extremamente nojento, imagino que o doente ficasse rindo e se excitando doentiamente com a imagem das práticas que você fazia ao seu comando. A única coisa que você parar seria acreditar que não há espírito nenhum, e que era coisa da sua cabeça, uma ilusão.
- O pior é que entendo, eu realmente ia continuar ouvindo a voz... Ah, mãe, por que você morreu?
- Talvez você possa vê-la outra vez, ainda em vida ou depois que morrer, a alma dela ainda deve estar por aí.
- Espero que sim.
E assim foi feito: Iam escavando rapidamente o túnel com a escavadeira, enquanto vários especialistas em geocinese se preocupavam em fechar as áreas deixadas para trás, não podiam permitir que qualquer pista fosse deixada, senão seria fácil detectar a invasão. No início da escavação penetraram trinta metros verticalmente no solo, ficaria difícil detectar as presenças acima do solo, mas não impossível, e mesmo se os gurus não conseguissem usar suas habilidades de rastreamento através daquela enorme massa de terra e rocha, eles ainda poderiam usar projeção astral para ir à superfície espiar do mesmo modo que os vigilantes astrais faziam. Difícil era fazer com que a comida dessa para todo mundo, mas tudo havia sido pensado: especialistas em geocinese geralmente não são capazes apenas de mover terra, mas de manipular minerais e transformá-los. Pensando nisso, Ferraço, ao escolher os membros de seu exército pegou alguns que seriam capazes de sintetizar alimentos à partir do solo e seus nutrientes, extrairiam por exemplo as fezes das minhocas e usariam alguns de seus componentes para produzirem biscoitos orgânicos. O suprimento de comida concentrada que levaram era abundante, mas não o bastante para o tempo que estavam passando debaixo da terra, maior do que o inicialmente planejado.
Os soldados não apreciavam muito o sabor daquelas iguarias recicladas, mas quando a segunda opção é morrer de fome, até biscoito de terra com caca fica saboroso. Daisy era uma das poucas que não se incomodavam com o gosto, ao contrário, adorava sentir aquela textura terrosa sobre sua língua, aquele sabor de "natureza". Eles avançavam com cuidado, levavam aparelhos para medir a distância percorrida e uma bússola para indicar a direção da expedição, Daisy ficava mais atenta que os outros, pois pelo seu plano, deveria subir antes dos outros, se encontrar com Morten, e matá-lo lentamente com o dom de Samantha Abschteulich, fazendo-o passar por dores inimagináveis. Quanto a luz, toda a iluminação era feito por pyrocinéticos, que tinham que alternar entre si, poderiam suar lanternas, mas não iluminariam tanto quanto uma fogo forte.
Dias se passaram, o exército subterrâneo se movia com uma velocidade surpreendente e sem ser detectado. Em Umi o número de psyvamps atacando era cada vez maior, e detê-los se tornava cada vez mais difícil, embora a general ainda conseguisse manter um combate equilibrado contra as poderosas tropas Sogenianas, assim, Umi não conseguia parar os ataques, mas Sogen também não conseguia avançar. Em Tsuchin a situação era um pouco melhor, Chester estava em vantagem na incessável e violenta batalha contra a Houkaiser de Rukaso, mas ambos os lados estavam perdendo centenas de homens por dia. Esse combate estava sendo o mais intenso dos três que ocorriam no momento, devido à antiga rivalidade entre Tsuchin e Houkaiser, e o revanchismo da segunda pela primeira, que já a havia sido vencida em várias guerras, inclusive guerras econômicas.
A terceira batalha ocorria em Sogen. As estratégias de Umi eram sólidas o bastante para terem seus próprios mecanismos de garantia, aquilo era uma guerra, Sogen já atacava o território de Umi, e o general acabaria por deixar seu continente e ir para o ataque também, a menos que tivesse que defender seu território junto a tropas enquanto outras atacassem. Assim, para garantir que Morten estaria em Sogen Sul quando a Tropa Vermelha atacasse, outras tropas foram enviadas para lutar contra os psyvamps no território deles, e agora TKs de todas as espécies, estilos e estratégias lutavam contra psyvamps, também de todos as espécies, estilos e estratégias. Morten não saía da capital durante as primeiras batalhas, ficando apenas sentado em sua mesa, comandando tudo de longe, mas quando suas tropas mais fracas foram totalmente dizimadas, teve que se mover e entrar em ação direta, enviando mais tropas para batalhar contra os Uminianos para impedir que penetrassem mais no continente, e foi junto com um numeroso exército de elite que começou a viagem para o litoral.
- Vamos, é agora a nossa chance de conquistar tudo que nos foi tirado através dos anos e fazer com que eles pague pelo sofrimento pelo qual passamos. É nossa hora, é nossa era, psyvamps, lutem. - Morten marchava em direção ao litoral leste, de onde os ataques Sogenianos vinham, um exército incrivelmente numeroso o seguia, a se arriscava a andar na frente de todos, pronto para enfrentar cara à cara qualquer inimigo. Morten era o tipo de homem que exige força de si mesmo, sem a mínima chance de ser aquele tipo de governante que se esconde por trás de seus soldados, o seu desejo ele ficar à frente deles, e mostrar como se faz uma luta de verdade. Esse exército era o mais poderoso que toda Sogen, incluía numerosos praticantes de todas as cineses, que em sua avançada quantidade poderiam usar ataques o bastante para cobrir o céu de fogo, água, terra, raios, lâminas, poeira, lava. O general utilizava dessa vez uma roupa semelhante à que costumava utilizar nos sonhos, toda feita em ouro e pedras preciosas, sob o estilo de um grandioso cordeiro de chifres. Os vampiros psíquos treinador pelo "Cordeiro" estariam prontos para dizimar qualquer exército sem muita dificuldade, com o violento Enxágue Vampírico, dificilmente alguma coisa ainda se manteria com vida em um grande raio, mas isso havia sido evitado com o treinamento contra Vampirismo Psíquico em massa feito com o exército de Umi, tanto com as pessoas que foram lutar em Sogen, quanto com os militares ainda em Umi, e também com os civis, pois ninguém poderia estar indefeso. De fato o treinamento não havia sido o bastante intenso para bloquear totalmente o vampirismo psíquico, mas já bloqueava o bastante para se sobreviver a ele, a menos que o praticante fosse o próprio Morten, cujo poder de drenagem o semelhava a um buraco negro com pernas, capaz de quebrar a maior parte das defesas, certamente, verdade, todas elas, mesmo que não inteiramente.
A orientação subterrânea era extremamente difícil, os gurus precisavam trabalhar todos em conjunto e ainda utilizar de aparelhos de localização entre outras ferramentas para conseguirem detectar presenças acima do solo. Dependendo da intensidade das presenças, podiam descobrir se o que estava acima era um exército, ou um homem, um mestre, ou um fraco, mas até o momento não puderem sentir nada além de grupos de pessoas comuns. A presença de Morten sem dúvidas seria diferente de todas as outras, fácil de perceber, destaque na multidão, intensa o bastante para ser sentida de longe. Uma massa concentrada de energia drenada dos outros, é disso que Morten poderia ser chamado, uma pessoa que carrega em seu corpo energia o bastante para manter de pé um batalhão sem a necessidade de alimentação.Não demorou muito tempo para que a equipe de rastreamento sentisse algo intenso acima de suas cabeças. e Prabhu fosse o primeiro:
- Há uma força concentrada fora do normal acima de nós, posso senti-la sem sequer ter que me esforçar ou me concentrar. É assustador de verdade, tem mais energia do que o que eu senti quando matei Arius, temos que ser certeiros, se não morreremos.
- Samantha, executaremos o plano como o planejado?
- Não, Daisy, você vai deixar que seus companheiros ataquem, você deverá atacar com eles e ficar longe de Morten, o seu grupo não terá a mínima chance contra ele, vocês serão derrotados. São numerosos, e o vampiro é muito poderoso, muito mais do que você imagina, você precisará me dar total controle do seu corpo dessa vez, pois ainda não tem o controle total do dom e pode acabar se distraindo enquanto faz os inimigos se retorcerem de dor, assim como aconteceu no navio, mas se isso acontecer agora, você morre. Eu farei com que os inimigos fiquem fora de combate através do dom, fazendo com que seus aliados matem todos, mas quanto a Morten...
- O que ele tem? Você não tem poder o bastante para matar ele?
- Sim, eu tenho. Sabe, dos grandes clãs, há uma lógica de qual é forte contra qual . A transferência de sensações dos Abschteulich tem grande vantagem contra o vampirismo psíquico dos Daemon, pois eles acabam por drenar as piores dores, os Daemom têm vantagem contra os Kinesis e sua cinese, pois podem enfraquecer sua intensa energia , já os Kinesis são poderosos contra os Drachen, por poderem destruir mentes sem corpo, e os Drachen são poderosos contra nós Abschteulich, pelo simples fato de que eles conseguem anular a transferência de dor com os seus poderes psíquicos.
- Temos a vantagem então?
- Sim, agora me entregue o corpo, durma, eu cuidarei de tudo.
- Tudo bem. - Daisy fechou os olhos e pôde lentamente ver tudo escurecer e ficar leve enquanto sua mente se desligava, colocando Samantha no controle.
Estavam dentro da escavadeira, que agora passava por uma das partes mais difíceis da operação: Abrir um buraco. Precisariam subir na diagonal até próximo a superfície, e então abrir o solo, fazendo os vampiros despencarem para serem atacados de surpresa. Não apenas as pessoas da escavadeira cavavam o túnel diagonal, mas também todos os outros soldados do lado de fora, fazendo em conjunto um caminho bem mais largo do que o que estava sendo feito mais abaixo. Logo chegaram quase à superfície, então passaram a escavar na horizontal para ficar exatamente abaixo da massa exagerada de energia, Morten, foi quando juntos abriram um buraco imenso, no qual dezenas de pessoas caíram, tudo foi rápido, todos os passageiros abandonaram o veículo, os soldados do lado de fora atacaram com violência, perfurando os corpos dos psyvamps sem dar chances de defesa, Daisy, sob o controle de sua mestra, saiu do buraco, onde agora, os sobreviventes lutavam, incluindo Morten, ela concentrou-se na sensação de se ter o coração e o cérebro lançado em água fervente, e espalhou a sensação por todos os inimigos que via. Morten matava todos que se colocam em seu caminho, e parecia intocável, mas já era, dos que caíram na armadilha, o único sobrevivente. Ferraço deu ordem para todos os Uminianos saírem de dentro do túnel para lutar do lado de fora, agora os dois generais se enfrentariam cara à cara. Para grande sorte dos combatentes, o território era exatamente um campo de pasto, com bois selvagens espalhados por ali ou por aqui, um excelente cenário para uma batalha épica.
Na superfície, vampiros se retorciam de dor, enquanto soldados Uminianos os matavam sem tanta dificuldade, os psyvamps mais distantes não eram atingidos pelos poderes de Samantha Abschteulich e podiam se mover livremente, mas também estavam longe demais para poder atacar, e se aproximavam, caíam na armadilha de dor. Apesar do seu poder, Daisy precisava tomar todo o cuidado, pois alguns psyvamps conseguiam lutar mesmo com a dor, atacavam confusamente, sem pensar, sem mirar como bêbados cegos agonizantes, mas atacavam, e um daqueles ataques sem direção podia acabar a acertando.
- Morten, finalmente te enfrentarei. - A expressão de Ferraço mudou, olhava diretamente nos olhos castanhos do perigoso inimigo, de pupilas da mesma cor. Não tinha tempo para conversar, e em um único momento usou a sua geocinese para fechar Morten dentro da terra como uma mão se fecha sobre uma bola de fisioterapia, o esmagando totalmente com toneladas de pedras e terra que o engoliram rapidamente por já estar dentro de um buraco. Vendo o aparente resultado, o general apertou ainda mais para ter certeza de que não sobraria nada além de uma massa irreconhecível de fluídos e ossos pulverizados. - Não consigo acreditar que tenha sido tão fácil, não vou te subestimar, Morten, se você está morto, ótimo, mas não vou parar de apertar enquanto eu ainda tiver energia. - E continuou pressionando, então percebeu que por mais grudada que aquele solo deformado ficasse, não ficava totalmente, não, o psyvamp estava fazendo força contrária, não aceitaria morrer tão facilmente.
Ninguém desceu ao buraco gigante onde os generais estavam, de fato, qualquer soldado em sã consciência sabe que entrar em conflito direto com um general é uma forma semi-voluntária de suicídio, não exatamente rápido e indolor.
A luta acima continuava, os poderes de Samantha impressionavam, e incapacitava dezenas de dezenas de inimigos, o que permitia que fossem facilmente mortos. Prabhu dava um show de habilidades, matando de dez em dez com sua telecinese capaz de facilmente estourar seus corpos como se fossem balões. Kjetil estava lá, foi um dos poucos psyvamps que conseguiram matar Uminianos, mas acabou por ser esmagado por um bloco de pedra enorme lançado por um dos TKs inimigos. O exército de vampiros psíquicos entrava em desespero, enquanto os outros lutavam violentamente mas com uma dúvida em mente:
O que estava acontecendo?
Havia um inimigo invisível fazendo grandes males aos de Sogen, o que os desesperava, pois era uma dor desumana vinda do nada, silenciosa, incompreensível. E mesmo pro exército de Ferraço era difícil entender o que estava acontecendo com os inimigos, que se jogavam no chão, gritavam, choravam antes mesmo de estarem no alcance de qualquer ataque. E todo esse massacre era dirigido com maestria por Samantha Abschteulich, o tipo de dor que sentiriam só era limitado pela sua doentia criatividade. O que seria mais desagradável? Ouvidos perfurados por metal quente? Partes íntimas abertas no bisturi? Boca costurada ou olhos derretidos? As dores metálicas e de queimadura eram as favoritas da escritora, mas não se limitava a elas. Sensação de veias se congelando e rachando, aumento da pressão corporal até se ter a impressão de explodir de dentro pra fora, febre de cem graus, choques de quarenta mil volts? Muitas opções, e ela já tinha experimentado de todas, pois a misteriosa doença que tinha quando viva, que na verdade era causada por seu dom, lhe provocava dores semelhantes às citadas, um sofrimento incomparável com o qual ela conseguiu aprender todas as técnicas de transferência de sensações, em especial a dor, já que o dom só permite que se transfira uma sensação que já se sentiu. Assim conseguia aliviar parcialmente suas terríveis sensações, transferindo-as para outros lugares. Só aprendeu a controlar totalmente o seu poder após a morte, e por isso, Daisy, sua casca perfeita, poderia usá-lo sem a necessidade de morrer de dor a todo instante.
Sem dúvida alguma os gritos agônicos naquele campo de batalha mexeriam com até o mais duro dos militares, e isso incluía Ferraço, que continuava usando de toda a sua força para esmagar Morten, que não se deixava abater, empurrando a terra de volta em todos os 360 graus por onde vinha. O ex-braço direito de Aníbal agora se perguntava se o psyvamp estava se protegendo com telecinese. Um psyvamp, uma massa extrema de energia, sem dúvida alguma ele deveria ter reservas de sobra para suportar muito tempo gastando muita energia na sua provável telecinese defensiva. Sim, e era possível que se utilizasse da energia do mesmo solo que o atacava para se proteger, para usar alguma forma intensa de telecinese, uma forma com alto gasto de energia e intensidade que só alguém como ele poderia. Sim, Morten sem dúvidas podia controlar muito mais energia em sua telecinese do que qualquer outro, afinal, ele era uma massa energética ambulante.
Nesse mesmo instante, ao sul de Tsuchin, Chester e Rukaso finamente se encontravam frente à frente, seus exércitos principais já se encontravam em uma intensa batalha, e só faltava os dois, que de acordo com os costumes de guerra, deveriam lutar um contra o outro sem a intervenção de terceiros.
- Chester, quando te conheci você era apenas uma criança.
- E você, Rukaso, não era um traidor.
Eles tinham muitos assuntos pra conversar, haviam trabalhado com o mesmo grande mestre, o General Rafael, tendo Chester se tornado general de Tsuchin assim como seu mestre, e Rukaso o general de Houkaiser, tendo traído sua pátria natal. Mas apesar de tantas histórias do passado aquilo não seria apenas um diálogo
Em Umi, Geórgia continuava lidando bem com os ataques de psyvamps, mas ainda não conseguia derrotá-los por completo, apenas impedir o avanço dos inimigos sem causar tantas baixas quanto desejava, ainda assim, conseguia fazer a defesa tendo pouquíssimas baixas no seu exército.
A batalha lá em cima durava a algumas horas, Ferraço ainda apertava a terra, e sentia a força contrária continuar sendo aplicada, nenhum dos dois generais desistia, e quem desistisse morreria junto com seu povo. Morten se mantinha concentrado e calmo, dono de uma frieza anormal para lidar com situações críticas como a em que estava agora, mesmo assim, tinha que drenar toda a energia que conseguia do próprio solo, para usar essa mesma energia em forma de telecinese para empurrá-lo, com toda a força de que dispunha, em todas as direções contrárias ao seu corpo, e realmente usava todo o seu poder para sobreviver, Ferraço era, de fato, digno de ser chamado de General de Umi, o continente mais tradicional do mundo. Ainda sim, o general de Umi já se sentia profundamente exausto, pois tinha que gastar muita energia para manter a pressão que fazia contra o rival, tinha uma grande habilidade de conservar energia e usar cineses poderosas usando a mínima quantidade, mas duas horas era tempo demais, já o Daemon não tinha esse problema, pois a energia que drenava compensava facilmente a que gastava, que não era pouca, e mesmo se não drenasse agora, tinha energia mais do que suficiente para continuar naquela situação por muito, muito mais do que duas horas.
"Eu vou morrer de inanição? Ele não para, e sei que estou muito mais cansado que ele, que pode recuperar a energia que gasta com um piscar de olhos, eu preciso me esforçar mais, eu preciso"
Ferraço temia, se esforçava ao máximo, usando todo o poder de sua geocinese, sua concentração, sua habilidade, sua determinação, e tentava se esforçar ainda mais, cada vez mais, porém o único resultado que tinha era a manutenção da situação, em que os ataques de geocinese contra os de telecinese se encontravam em equílibrio total, sem gerar nenhum resultado. Um combate sem resultados.
Samantha Abschteulich mostrava perfeito domínio sobre o uso de um corpo para combate, desviava agilmente de qualquer ataque, por maior que fosse, bloqueava os que mesmo assim não pudessem ser esquivados, calculava perfeitamente com uma antecedência analítica quase matemática cada um de seus movimentos, desde um passo, até golpes mortais de aerocinese. Não citando ainda o modo como deixava todos os inimigos que não estivessem muito longe em estado agonizantes, embora alguns deles ainda conseguissem atacar, era esse poder que tornava a batalha possível. Mas por mais que o poder de transferência de sensações fosse útil e devastador, o exército de psyvamps era muitas, muitas e muitas vezes maior do que o de Umi, e não importava quantos caíssem, mais deles apareciam como se estivesse brotando da terra. Não tinham fim. Corria por entre os corpos caídos, soldados de ambos os lados, atravessando fileiras inimigos que desabavam como dominós com sua aproximação, intocada por um único arranhão em todas essas horas de luta, depois das milhares de vidas arrancadas. E as possibilidades ainda eram diversas. Quantas dores diferentes uma pessoa pode sentir?
Morten sentia-se cada vez mais confiante, não podia ver nada, não podia ouvir nada, mas podia sentir a pressão que todo o solo fazia contra seu corpo, que estava separado do caixão natural por uma camada de vinte centímetros de energia pura que saía de todas as direções do seu corpo, fazendo uma força intensa contrária à pressão que o solo manipulado por Ferraço exercia. A cada instante que se passava gastava muita energia para manter sua defesa, não tinha dificuldades para manter a concentração profunda, uma distração mal planejada e sua morte seria certa, se concentrava no fluxo que entrava e no que saía, conseguia ao mesmo tempo absorver e liberar energia, de modo que o tanto que absorvia conseguia ainda ser ligeiramente maior do que o utilizado, ele não ficaria fisicamente cansado, sua mente suportaria dias de uma provação como aquela, mas ainda havia o problema. Por que mesmo ganhando cada vez mais energia enquanto o oponente perdia ele ainda não podia quebrar o equilíbrio e se livrar de sua prisão? Uma gota de impaciência pintava em sua equilibrada mente, sempre fria e calculista, que explodia de raiva sempre que podia, um grande apreciador do pecado da ira, mas que sempre se mantinha extremamente calmo em situações importantes, como agora. Impaciência poderia se transformar em pressa, que poderia se transformar em raiva, que poderia se transformar em distração e provocar a sua morte. O mínimo sentimento seria capaz de destruir toda aquela dura estrutura que era Morten.
Ferraço se sentia no limite, a sensação era semelhante à de dormência, mas mental, sua cabeça rodava, sua visão escurecia, e seus sentidos adormeciam junto com seus pensamentos, mantinha a pressão de terra como se estivesse no “piloto automático”, mas já não se concentrava, e mal se mantinha consciente, em um estado de zumbi. Restaram alguns minutos, e a energia que mantinha o piloto automático ativado acabou, o homem se manteve em sua posição, mas já não havia nenhuma força sendo exercida por sua mente, agora desligada. O grande túmulo de solo feito por sua geocinese se rompeu como estilhaços de uma granada de tamanho avantajado, um dos estilhaços foi contra Ferraço, que, imóvel, foi atingido e não teve nenhuma chance de não morrer.
- Agora é minha vez. – Morten saiu do buraco e foi para a superfície, onde o combate acontecia.
Como se desviar de algo que sai de dentro de você?
O exército de Umi passavam pelos inimigos como tratores passam por cima de árvores, corriam rapidamente, Samantha, à frente, usava de seus dons para inutilizar todos à sua frente, desde tendões cortadas até cabeças explodidas, colocando sempre a sua violenta criatividade, a mesma com a qual escrevia livros e histórias de terror que ficariam pra sempre lembrados na história da literatura mundial. E, com os inimigos sem defesa, os Uminianos passavam por cima, cortando, queimando, eletrocutando, enterrando e afogando, esmagando todos sem hesitar. A luta de exércitos já havia se distanciado dois quilômetros de onde os generais lutaram, Morten ainda podia ver aquele imensa multidão ao horizonte, e correu com suas longuíssimas pernas o mais rápido que conseguia, muito rápido, dando seus melhores passos e aumentando a distância de cada um com telecinese na sola dos pés para dar mais impulso, sem se importar de pisar em centenas de corpos de seus soldados que caíram em batalha. A batalha continuava, e Samantha continuava avançando, preparando cada vez mais parte do exército de psyvamps para que os Uminianos matassem. Alguns minutos se passaram.
- Aqui estou, vermes. – Morten chegou próximo dos combatentes, vários TKs atacavam Psyvamps caídos e confusos, que gritavam e choravam, o general matou dez soldados Uminianos de uma vez com telecinese, fazendo pressão na cabeça de cada um até destruir o cérebro. Foi atacado por todos que o viram, mas seus ataques eram reduzidos a nada antes que o atingissem, e caíam mortos diante do enxágüe psíquico que ele fazia tão rápido quanto se movia. Ninguém conseguia tocar nele, caíam um a um mortos quando se aproximavam daquele buraco negro com pernas, que sugava tudo que chegava perto e não permitia haver outra vida por perto além da própria.
Samantha percebeu sua ameaçadora chegada, e correu com mais velocidade, se fosse luta com Morten, seria apenas com ele, e tinha que garantir que todos os outros estariam mortos ou nocauteados, ela já tinha derrubado mais de um quilômetro de inimigos com seus poderes e a ajuda do exército, se insistisse poderia terminar com todos antes de ser alcançada pelo líder. Pensava concentrada:
- Ele vai ser atrasado pelos soldados que tentarem lutar com ele, enquanto isso eu avanço com os soldados concentrados em atacar e mato o resto do exército. Mentir pra Pandora, eu consegui causar dor em Morten, realmente, mas ele não deu a mínima nem mesmo quando o fiz passar pela pior sensação que minha imaginação consegue idealizar.
“- Permita-me demonstrar meu poder, primeiro sinta seu cérebro fritando.
- Estou sentindo, é, muito realista. Você pode mesmo usar esse em qualquer um?
- Espera, você não está sentindo? Deveria estar gritando e chorando agora.
- Eu pareço ser um imbecil? Não, eu não sou, agora responda minha pergunta, ou então me mostre algo mais impressionante.
- Você está sentindo e resistindo?
- Por que não? Eu sinto dor, mas eu não me incomodo com a dor, ela é apenas uma sensação, sensações não significam nada.
- Mas como você não liga? Todo mundo liga pra dor? Eu vou te mostrar a pior de todas então.
- Mostre, vamos ver se você é boa como diz.
- Agora você se sente como se seu corpo fosse lançado em um rio de lava, com pedra derretida entrando pelos ouvidos, boca, penetrando nos seus sistemas, nas suas veias, te queimando por dentro e por fora.
- Um pouco incômodo, mas nada com o qual eu não possa lidar.
- Não. Não pode ser. Qual é o seu problema?
- Como saberei? O fato é que não consigo sofrer nem fisicamente e nem mentalmente, o que torna minha vida ótima, então, talvez seja apenas uma visão do mundo que me faz ser imune a qualquer dor, mas é sério, eu não me incomodo com dor, embora essa que você mostrou agora tenha me deixado com um pouco de agitação.
- Eu, eu não entendo.
- Use isso pelo meu exército e deixarei você ir, você e Pandora serão úteis na guerra.
- Nós usaremos, fique tranqüilo.”
Havia sido um diálogo assustador. E além de tudo havia prometido a Daisy que ajudaria a se vingar do vampiro. Mas como se vingar de alguém que não consegue sofrer? Deveriam concentrar a vingança em Osten, o principal objeto do ódio da cientista, talvez este temesse a dor, mas ainda assim, Morten deveria morrer.
A diferença da distância entre Abschteulich e Morten era cada vez menor, e o saldo de Sogenianos mortos pela primeira e Uminianos mortos pelo segundo crescia como moscas em um ambiente sem predadores. Os corpos caíam um a uma, dois a dois, de modo quase exponencial, e os soldados vivos eram cada vez menos numerosos, e o número de psyvamps que no início da batalha era de mais de dez vezes maior do que de Uminianos, que no meio da batalha, quase sem baixas de Uminianos, era menor, agora era equilibrado com os que o grande psyvamp matava impiedosamente, e o número de ambos os lados continuava diminuindo exponencialmente.
- Samantha, eu sei que é você, sua vadia ordinária, já arranjou outro corpo e me traiu. Eu sinto a sua energia intensa de longe.
Ela matava o último psyvamp com a garganta cortada por aerocinese, e Morten jogava nas pilhas de corpos os últimos de Umi que restavam, lançados como bonecos de pano sem vida, e sem energia restante após os implacáveis enxágües vampíricos. Nesse momento a mulher sequer olhou para trás e saiu correndo, sendo imediatamente perseguida pelo vampiro, que utilizou seu enxágüe psíquico no mesmo momento.
Samantha caiu no chão com sua energia esgotada, e Morten caiu de joelhos no mesmo momento, vendo sua pele iniciar um lento e estranho processo de decomposição.
Daisy voltou ao domínio de seu corpo com a fraqueza de sua substituta, viu o adversário caindo no chão de costas para cima, aparentemente morto, ela estava confusa como alguém que acorda de um coma, então ouviu aquela voz gentil ecoar na sua cabeça, um pouco mais fraca do que de costume.
- Daisy, ele está morto.
- Não, ele não podia morrer! Ele tinha que sofrer.
- Deixe-me te explicar porque teve que ser assim.
- Explique.
- Ele é imune a dor, não ao meu dom, quero dizer, ele pode receber a dor que eu transfiro, mas ele não sente nenhum incômodo, ele não tem noção de que dor é ruim, de que sensação é ruim e desagradável, torturá-lo não faria sentido, ele não se importaria em ter os braços arrancados ou algo assim, então nós o matamos.
- Como matou então, se o dom não funciona?
- Foi um bom plano. Sabe Daisy, quando eu era viva o meu dom tinha como preço uma doença terrível, isso você sabe, agora que estou morta, essa doença não existe mais, mas se eu me uno a um corpo e esse corpo não for compatível, como o seu e o da filha do Morten, a doença volta, e levando em conta que eu já morri, os efeito será uma debilidade total de corpo, mente e alma que provocará em poucos minutos a morte da pessoa. Não sou compatível com Morten, ele usou vampirismo psíquicos em nós, pretendia absorver a energia do seu corpo para matar nós duas, mas ele não poderia fazer isso sem drenar a minha energia antes, pois esta te protege, assim que ele me drenou, morreu instantaneamente. Ele deve ter sugado uns 80 por cento de tudo que tenho em uma única sugada, mas eu sobrevivo até com cinco, estou acostumada a escassez, mas ele não está acostumado à natureza doente e nociva que meu espírito carrega: o dom, o dom incompatível com o corpo e a mente dele, o dom cuja energia o destruiu rapidamente ao entrar em contato rapidamente com o corpo. Agora só precisamos finalizar, vá até ele e corte sua cabeça.
- Mas é sério? Não tem mesmo como fazê-lo sofrer?
- Bem, ele não demonstrou se sentir incomodado quando se sentiu mergulhado em lava, acho que isso é a prova definitiva de que não há como.
- Mas sofrimento emocional? Humilhação? Aliás, a alma dele vai continuar vivendo mesmo com o corpo morto ou você destruiu ela também? Se ela não for destruída, precisamos destruir, seria péssimo termos outro Arius Drachen no plano astral. - Ela foi até o corpo de Morten caído, não sentiu nenhuma drenagem de energia, mas ele não estava totalmente morto, estava inconsciente, com o corpo inutilizado,mente desligada, mas ainda vivia. As células responsáveis pelo vampirismo psíquico perderam suas funções, mas ainda conseguiam manter a respiração celular, o que impedia que a morte fosse definitiva, embora fosse eminentemente chegar, fosse por inanição ou por qualquer outra coisa.
- Sim, o meu veneno só irá destruir o corpo dele, a alma ficará intacta, pois meu dom só é nocivo ao corpo físico, não poderemos humilhá-lo espiritualmente, mas devemos destruir seu espírito, não há dúvidas disso.
- E como destruímos a alma de alguém?
- Como você acha que Prabhu Gandhon aprendeu a destruir almas? Você acha que ele que descobriu? Não, esse método é conhecido desde a época do General Kinesis, que foi o primeiro conhecido por fazer isso. Só precisamos usar uma energia diferente da que afeta as coisas físicas, uma energia que afete as coisas espirituais, deixe-me tomar o controle mais uma vez e o matarei, do modo que ele foi envenenado ele não vai poder ter a alma desligada do corpo enquanto não morrer fisicamente, e muito menos conseguirá mover seu corpo físico. Dessa vez eu não preciso que você desligue sua mente, apenas não interfira no que farei.
- Tudo bem, faça como bem quiser, mas quero assistir.
- Claro. - Samantha tomou o controle do corpo, o movendo sem que Dais perdesse sua consciência, colocou sua mão na nuca de Morten, e concentrou sua energia. As duas podiam visivelmente ver a intensa aura do vampiro envolvendo sua alma, um corpo astral de baixa luminosidade, azul escuro, que envolvia o corpo. A energia de Samantha se concentrava naquele corpo azulado, lançava tudo sobre um único ponto exatamente no meio do corpo, assim, poderia parti-lo, causando a morte espiritual de Morten. Mas o esforço era máximo, pois a quantidade de energia na alma/corpo astral dele era absurdamente alta, o que exigiria uma força também absurdamente alta para se desfazer. A escritora não tinha energia o bastante para isso sozinha, então usou a de Daisy, naturalmente abundante, e em vinte minutos de profundo esforço, conseguiu ver o corpo astral se separar em partículas minúsculas e se dissipar, marcando o fim definitivo do ditador.
- Terminamos, Morten está morto.
Quando Morten morreu, algo aconteceu em Umi, onde vampiros atacavam constantemente.
- O que estou fazendo aqui? - Um dos psyvamps no maior dos navios invasores perguntou ao aliado desconhecido que estava ao seu lado.
- Não sei. Onde estamos?
- Espere, acho que sei o que houve! Lembra? Um cara nos deixou inconscientes, um cara imenso, agora nós acordamos.
- Então?
- Eu não sei, mas onde estamos?
Eles começaram a gritar por socorro para o continente, não eram apenas esses psyvamps que saíam do estado de lavagem cerebral em que se encontravam, mas para o azar deles, os guerreiros Uminianos não sabiam disso, e os navios cheios de Sogenianos foram afundados um a um por ataques, e todos acabaram morrendo. Ao saírem do transe, vinham em um estado temporário de fraqueza, em que não conseguiam usar nem cineses e nem vampirismo psíquico, com os corpos exigindo um período de adaptação, algo que os indivíduos em plena batalha não tiveram.
Geórgia comemorou o sucesso contra os invasores.
Em Sogen Sul, os psyvamps sobreviventes da batalha astronômica voltaram ao normal, e após o período de adaptação, conseguiram entender o que havia acontecido, lembando aos poucos dos horrores que cometeram e viveram enquanto estiveram sobre o efeito da lavagem cerebral vampírica. Curados, se organizaram para reconstruir a estrutura do continente e erguer um novo general, além de começarem uma caçada aos psyvamps originais restantes ainda mais intensa do que há que havia sido feita desde sempre. Escolheram Daisy Brocken como sua general, por ter sido a assassina de Morten Daemon.
A guerra entre Tsuchin e Houkaiser foi, como de costume, vencida pelos de Tsuchin, Rukaso teve seu corpo explodido na luta contra Chester, mas levou os dois braços do rival antes de morrer. Dessa vez, Tsuchin não explorou o continente perdedor, buscando viver um período pacífico após tantas tribulações. Os braços do líder foram substituídos por partes mecânicas assim como as do falecido Cyrus.
Em Sogen Norte os Psyvamps Verdadeiros ainda eram maioria, e Osten ainda mantinha seu grande poder, mas não por muito tempo, pois Daisy e Sogen Sul declararam guerra contra a Sogen Norte de Osten, que estava descontroladamente furioso pela morte do pai adotivo, e exigindo vingança, os generais estavam quites.
A batalha aconteceria entre as fronteiras de Sul e Norte, os numerosos exércitos marchavam um contra o outro, mas quando estavam próximos, Osten gritou mais alto do que o necessário para metade das pessoas ouvirem:
- Eu tenho uma proposta, Daisy Brocken, meu desejo não é que meu povo morra nessa guerra, pois de nada adiantará que eu seja general de um continente sem habitantes, e o mesmo sobre você, então desejo lutar contra você, sem que nossos exércitos sequer sem toquem, o sobrevivente irá ter o direito de colocar um representante seu para governar o continente perdedor, assim, não importa quem vença, nossos povos continuarão vivos.
- E como saberei que seu povo irá cumprir o trato?
- É um contrato real que estamos fazendo aqui, com milhares de testemunhas, e nossos exércitos sabem que não conseguirão vencer um confronto se o deles general estiver morto, portanto irão aceitar a subordinação, pois ela é melhor que a morte. E de um jeito ou outro, meus homens são fiéis a mim, e obedecerão a ordem de se renderem caso eu morra. E o seu? É fiel?
- Um contrato real. Então aceito. - Deu alguns passos para frente e gesticulou para trás, para que o exército se afastasse, eles marcharam de frente para trás, ficando a uns vinte metros dela.
Osten gesticulou igualmente para seus soldados, e eles fizeram o mesmo, se distanciando ainda mais.
- Podemos começar? - O vampiro sorriu com empolgação, a possibilidade de matar a assassina de Morten na frente de todos era a mais atraente que poderia imaginar naquele instante.
- Será um prazer.
"Samantha, não interfira, agora sou eu quem irá lutar, é pessoal."
Começou imaginando os tendões dos pés de Osten sendo rispidamente dilacerados, e ele caiu de joelhos, lançando imediamente uma chama contra Daisy, que desviou e imaginou a dor suprema, o inimigo mergulhado em um mar lava, queimando por dentro e por fora. Ele gritou com a mais terrível das dores, caindo no chão agonizante. Não, ele não era imune à dor como Morten. Ela rapidamente atirou uma lâmina de ar bem afiada na garganta dele, atingiu, causando sua morte instantaneamente, foi quando percebeu que em sua barriga havia uma terrível sensação de calor, como se derretesse. Sentiu-a aberta como por uma faca aquecida, e tudo escureceu quando suas estranhas saíram pelo buraco imenso feito em seu corpo. Osten aplicou calor o bastante nela para derreter sua carne rápido o bastante para matar antes que fosse morto, assim, os dois generais morreram.
O trato era que o vencedor colocasse um governante do outro lado, mas sem um vencedor, o que fariam? O trato foi então feito em meio ao luto dos que choravam pelos seus generais:
"Sogen Norte e Sogen Sul serão a partir de hoje um continente unificado, sobre o governo de dois generais que representarão cada metade dos domínios, e que trabalharão juntos para o bem coletivo de todos os habitantes."
Os primeiros generais escolhidos foram Einar Daemon, o psyvamp favorito de Osten, militar Norte Sogeniano veterano, 42 anos, porte físico avantajado, excelente em vampirismo psíquico e dono de uma aerocinese invejável, podendo usar ambas as habilidades para utilizar o que ele chamava de "Furacão Vampírico", em que podia drenar a energia de alguém ao mesmo tempo que o atingia com um furacão; E Victoria Stene, uma gênio de 15 anos considerada a melhor em todas as academias de telecinese onde esteve, que desde os 12 anos foi delegada na cidade de Quixote, ao extremo oeste de Sogen Sul, ela tinha boas habilidades em pyrocinese, geocinese, aerocine e hydrocinese, bastante versátil, apesar de ser meio adoentada e apresentar um corpo pequeno, magro e frágil. Ironicamente, durante a cerimônia de posse, pôde ouvir uma voz fraca sussurrar no seu ouvido.
FIM
"Apesar de todas as dificuldades, continua insistindo em tentar arrumar uam saída. Ela se vira para os outros e aponta uma direção completamente decidida de que é aquela a certa e pede para que todos escavem o mais rápido possível naquela direção. Ao observar o modo e a velocidade que eles escavam (?) se irrita e resolve fazer ela mesma. {espere eu acabar de digitar}
Copiando o movimento dos outros (?) começa a dar tudo de sí para chegar o mais rápido possível até a superfície. No começo ela se atrapalha um pouco e começa a ter dificuldades por não ter pegado "o jeito" ainda, mas, rapidamente começa a escavar bem rápido e começa a sentir que além de estar na direção certa, ela está se aproximando da superfície."
só isso que eu consegui
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